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Elaborado por FLÁVIO SÁTIRO FERNANDES
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Virgínius da Gama e Melo, em ensaio versando sobre autores e livros paraibanos, viu o romance de Patos como "fidelidade à terra", citando como exemplos dessa fidelidade o romance Manaíra, de Coriolano de Medeiros, as obras de Nelson Lustoza Cabral, os romances de Allyrio Meira Wanderley, assim como os de Ernani Sátyro.
Aos títulos apontados pelo saudoso crítico literário, poder-se-iam acrescentar, como tocados por aquela "fidelidade à terra", a obra de José Urquiza, os livros de Neó Trajano, os romances Festa de Setembro e A Cruz da Menina, de Flávio Sátiro Fernandes, as obras póstumas de Anníbal Bonavides, os livros de José Cavalcanti e de Luís Wanderley Torres.
Como "fidelidade à terra", na expressão cunhada por Virgínius da Gama e Melo, não hesito em classificar este Dicionário, cujas raízes se fincam nas areias brancas do Pinharas, contempladas, ao longe, pelo vetusto templo em torno do qual surgiu a cidade. Suas ramagens se espalham, hoje, por todo o Brasil, nas páginas escritas pelos filhos das Espinharas. Mesmo que o tema não seja telúrico ou por mais árida ou científica que seja a matéria, palpita, sem dúvida, nas páginas dos trabalhos aqui relacionados, a grandeza da alma patoense.
Na elaboração deste despretencioso Dicionário, são considerados autores patoenses: a) pessoas nascidas em Patos; b) pessoas que, mesmo não tendo nascido lá, ali se fixaram definitivamente integrando-se à vida da cidade; c) pessoas que, mesmo não se tendo fixado em definitivo na cidade, ocuparam os cargos de Prefeito, Vice-Prefeito ou Vereador ou a eles pleitearam.
Tocante à apresentação dos trabalhos, são admitidos livros e plaquetas. Monografias, dissertações e teses, datilografadas ou mimeografadas também são reconhecidas, desde que: estejam catalogadas em biblioteca pública ou privada (universitária), tenham sido apresentadas para obtenção do grau de Mestre ou Doutor ou tenham sido submetidas a congressos, seminários etc.
Independentemente de tudo isso, incluiram-se os poetas populares, quaisquer que tenham sido suas formas de expressão. É o povo presente, através de seus mais legítimos representantes. É, também uma forma de mostrar as raízes de nossa cultura, as quais estão, sem dúvida, nas diferentes manifestações da alma popular.
Quanto aos assuntos tratados, não houve qualquer restrição: livros de ficção, poesia, literatura, medicina, engenharia, física, química, eletricidade, filosofia, direito, história, geografia, educação, e quaisquer outras matérias estão aqui incluídos, desde que seus autores satisfaçam a uma daquelas três condições acima indicadas. Cada verbete compreende dados biográficos, informações bibliográficas e antologia. Esta útima parte, porém, só é disponível para textos de ficção, poesia, conto, crônica, e outros correlatos, excluídos os textos científicos.
Este Dicionário estará permanentemente em construção, para que seja continuamente aperfeiçoado. Espero que os seus leitores enviem sucessivos e-mails, contendo informações imprescindíveis para preencher os verbetes que faltam, complementar outros, retificar alguns, melhorar outros mais.
Muito obrigado.

ALMEIDA, Horácio de - Contribuição para uma bibliografia paraibana, CEC/A UNIÃO, 1994.
CRUZ, Maria Helena - Memorial Acadêmico, APL, 1992, João Pessoa.
CRUZ, Maria Helena - Memorial do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, IHGP, 1995, João Pessoa.
MEDEIROS, Tarcízio Dinoá & Martinho Dinoá Medeiros - Ramificações genealógicas do cariri paraibano, s/e, Brasília, 1989.
NÓBREGA, Humberto - As raízes das ciências da saúde na Paraíba, Editoria Universitária/UFPb, 1979, João Pessoa.
NÓBREGA, Trajano Pires da - A Família Nóbrega, Instituto Genealógico Brasileiro, 1956, São Paulo.
REVISTA DA ARQUIDIOCESE DE GOIÂNIA, Ano XXVIII, nºs 6-7, junho-julho, 1985, Goiânia.
REVISTA ECLESIÁSTICA BRASILEIRA, Petrópolis, RJ, Fasc. 177, Março, 1985.
SANTOS, Idelette Muzart Fonseca dos - Dicionário Literário da Paraíba, Conselho Estadual de Cultura/A UNIÃO, 1994, s/l.
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